{
 "titulo": "Fonte Q",
 "autor": "Didasteia",
 "seculo": "I",
 "periodo": "40~70",
 "categorias": [
  "Hipóteses"
 ],
 "traducao": "Estudo do Didasteia",
 "licenca": "CC BY 4.0",
 "url": "https://didasteia.com.br/textos/I/fonte-q",
 "paragrafos": [
  {
   "n": 1,
   "loc": "A hipótese",
   "texto": "A Fonte Q é um documento hipotético, hoje perdido, que explicaria os cerca de 200 a 250 versículos comuns a Mateus e Lucas e ausentes de Marcos. Nenhum manuscrito de Q chegou até nós, e nenhum autor antigo a menciona de forma inequívoca: ela é deduzida da comparação dos três primeiros Evangelhos."
  },
  {
   "n": 2,
   "loc": "A hipótese",
   "texto": "O problema sinótico. Mateus, Marcos e Lucas coincidem em grande parte na ordem dos episódios e, muitas vezes, palavra por palavra no grego. A crítica distingue três tipos de material:"
  },
  {
   "n": 3,
   "loc": "A hipótese",
   "texto": "Tripla tradição: o que os três têm em comum, quase todo Marcos."
  },
  {
   "n": 4,
   "loc": "A hipótese",
   "texto": "Dupla tradição: o que só Mateus e Lucas têm em comum, sobretudo ditos de Jesus. É o material atribuído a Q."
  },
  {
   "n": 5,
   "loc": "A hipótese",
   "texto": "Material próprio: o que só Mateus tem (convencionalmente chamado M) e o que só Lucas tem (L)."
  },
  {
   "n": 6,
   "loc": "A hipótese",
   "texto": "A teoria das duas fontes. Segundo ela, Marcos é o Evangelho mais antigo, e Mateus e Lucas o usaram independentemente um do outro. Para o material que não vem de Marcos, os dois teriam usado uma segunda fonte escrita, a coleção de ditos chamada Q."
  },
  {
   "n": 7,
   "loc": "A hipótese",
   "texto": "A hipótese foi formulada por Christian Hermann Weisse em 1838 e ganhou a crítica alemã com Heinrich Julius Holtzmann em 1863. B. H. Streeter deu-lhe a forma clássica em língua inglesa (1924), acrescentando as fontes M e L."
  },
  {
   "n": 8,
   "loc": "A hipótese",
   "texto": "Antes deles, Friedrich Schleiermacher (1832) havia lido os lógia que, segundo Papias, Mateus compôs “em língua hebraica” como uma coleção de ditos, e não como um Evangelho narrativo (Eusébio, História eclesiástica III, 39, 16). Daí o primeiro nome da fonte, “Logia”."
  },
  {
   "n": 9,
   "loc": "A hipótese",
   "texto": "A sigla Q, inicial do alemão Quelle (“fonte”), firmou-se com Paul Wernle, Die synoptische Frage (1899). F. Neirynck reconstituiu a história da sigla em artigo de 1978."
  },
  {
   "n": 10,
   "loc": "Os argumentos",
   "texto": "A hipótese repousa sobre seis observações. Nenhuma é decisiva sozinha; o peso está no conjunto."
  },
  {
   "n": 11,
   "loc": "Os argumentos",
   "texto": "1. Concordância verbal. Em várias passagens da dupla tradição, Mateus e Lucas coincidem quase palavra por palavra no grego. Na pregação de João Batista (Mt 3,7-10; Lc 3,7-9), das cerca de sessenta palavras só três ou quatro diferem; no dito dos dois senhores (Mt 6,24; Lc 16,13), Lucas acrescenta uma única palavra. Uma coincidência dessa ordem pede uma fonte escrita, e não só tradição oral."
  },
  {
   "n": 12,
   "loc": "Os argumentos",
   "texto": "2. Ordem comum. Mateus redistribui os ditos em grandes discursos, e Lucas os concentra sobretudo em dois blocos (Lc 6,20-8,3 e 9,51-18,14). Mesmo assim, conservam sequências iguais: Batista, tentações, sermão, centurião, João e Jesus (V. Taylor, 1959)."
  },
  {
   "n": 13,
   "loc": "Os argumentos",
   "texto": "3. Inserção independente. Fora do início (Batista e tentações), Mateus e Lucas quase nunca encaixam o mesmo dito no mesmo ponto da narrativa de Marcos. Se um copiasse o outro, seria de esperar mais coincidências de lugar (Streeter, 1924)."
  },
  {
   "n": 14,
   "loc": "Os argumentos",
   "texto": "4. Primitividade alternada. Ora Mateus, ora Lucas conserva a forma que parece mais antiga do mesmo dito. Lucas tem “bem-aventurados os pobres” (6,20), Mateus “os pobres em espírito” (5,3); Lucas tem o Pai-Nosso breve, Mateus a forma litúrgica mais longa. Isso se explica melhor por uma fonte comum do que pelo uso de um pelo outro."
  },
  {
   "n": 15,
   "loc": "Os argumentos",
   "texto": "5. Dubletos. Alguns ditos aparecem duas vezes no mesmo Evangelho: uma vez no contexto de Marcos, outra num bloco de Q. Em Lucas, a lâmpada (8,16 e 11,33), o carregar a cruz (9,23 e 14,27) e o perder a vida para salvá-la (9,24 e 17,33)."
  },
  {
   "n": 16,
   "loc": "Os argumentos",
   "texto": "6. Gênero. Coleções de ditos sem narrativa existiam no ambiente judaico e cristão: Provérbios, a Mishná Abot e, sobretudo, o Evangelho de Tomé, conhecido pelo códice copta de Nag Hammadi (NHC II,2) e pelos fragmentos gregos de Oxirrinco (P.Oxy. 1, 654 e 655). James M. Robinson (1964) situou Q nesse gênero dos “ditos dos sábios”."
  },
  {
   "n": 17,
   "loc": "Os argumentos",
   "texto": "Para a extensão e a data, a maioria dos estudiosos situa Q entre os anos 40 e 70, na Galileia ou na Síria. Paul Hoffmann, um dos editores da edição crítica, data a redação final por volta de 70, pela alusão à casa abandonada de Q 13,35 (Hoffmann, Die Logienquelle Q)."
  },
  {
   "n": 18,
   "loc": "O texto reconstruído",
   "texto": "Por convenção, Q é citada pela numeração de Lucas: “Q 3,7-9” designa o dito de Lc 3,7-9 e o seu paralelo em Mateus. Lucas é tomado como referência porque se considera que conserva melhor a ordem da fonte. A lista abaixo é a de Paul Hoffmann, um dos editores da edição crítica de Q (Robinson, Hoffmann e Kloppenborg, 2000); o ponto de interrogação marca atribuições incertas."
  },
  {
   "n": 19,
   "loc": "O texto reconstruído",
   "texto": "Fonte: P. Hoffmann, Die Logienquelle Q."
  },
  {
   "n": 20,
   "loc": "O texto reconstruído",
   "texto": "Q quase não narra. Tem o centurião e as tentações, mas nenhum relato da Paixão nem da ressurreição."
  },
  {
   "n": 21,
   "loc": "O texto reconstruído",
   "texto": "Tradução nossa do grego (Nestle-Aland, 28.ª ed.). O texto é o de Lucas; entre colchetes, as diferenças de Mateus. As reconstruções do grego de Q, que escolhem palavra por palavra entre os dois, não são reproduzidas aqui."
  },
  {
   "n": 22,
   "loc": "O texto reconstruído",
   "texto": "1. A pregação de João (Q 3,7-9; Lc 3,7-9; Mt 3,7-10). O caso clássico de concordância verbal."
  },
  {
   "n": 23,
   "loc": "O texto reconstruído",
   "texto": "Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? Produzi, pois, frutos dignos [Mt: fruto digno] da conversão, e não comeceis [Mt: não penseis] a dizer a vós mesmos: “Temos Abraão por pai”. Pois eu vos digo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. Já [Lc acrescenta: também] o machado está posto à raiz das árvores: toda árvore que não dá bom fruto é cortada e lançada ao fogo."
  },
  {
   "n": 24,
   "loc": "O texto reconstruído",
   "texto": "2. Os dois senhores (Q 16,13; Lc 16,13; Mt 6,24). A única diferença é uma palavra."
  },
  {
   "n": 25,
   "loc": "O texto reconstruído",
   "texto": "Nenhum [Lc acrescenta: servo] pode servir a dois senhores: ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao Dinheiro (mamōnás)."
  },
  {
   "n": 26,
   "loc": "O texto reconstruído",
   "texto": "3. O Pai-Nosso (Q 11,2b-4; Lc 11,2-4; Mt 6,9-13). Lucas conserva a forma breve; Mateus, a forma que a Igreja rezava, a mesma da Didaquê 8,2."
  },
  {
   "n": 27,
   "loc": "O texto reconstruído",
   "texto": "“De cada dia” traduz epioúsios, palavra de sentido discutido desde Orígenes. Lucas fala de “pecados”, mas conserva “todo aquele que nos deve”: sinal de que a fonte comum falava de dívidas, como Mateus."
  },
  {
   "n": 28,
   "loc": "O texto reconstruído",
   "texto": "4. A resposta a João (Q 7,22-23; Lc 7,22-23; Mt 11,4-6). Responde à pergunta “És tu aquele que há de vir?” (Q 7,19)."
  },
  {
   "n": 29,
   "loc": "O texto reconstruído",
   "texto": "Ide anunciar a João o que vistes e ouvistes [Mt: o que ouvis e vedes]: cegos recuperam a vista, coxos andam, leprosos são purificados, surdos ouvem, mortos são ressuscitados, aos pobres é anunciada a Boa-Nova. E bem-aventurado aquele que não se escandalizar por causa de mim."
  },
  {
   "n": 30,
   "loc": "O texto reconstruído",
   "texto": "A lista ecoa Isaías (26,19; 29,18-19; 35,5-6; 61,1). Um texto de Qumrã, o Apocalipse messiânico (4Q521, fragmento 2, coluna ii), atribui ao tempo do “seu Messias” a cura dos feridos, a ressurreição dos mortos e o anúncio da boa-nova aos pobres (É. Puech, 1998; J. J. Collins, 1995). A resposta de Jesus em Q é, portanto, messiânica."
  },
  {
   "n": 31,
   "loc": "O texto reconstruído",
   "texto": "5. O Pai e o Filho (Q 10,21-22; Lc 10,21-22; Mt 11,25-27). O texto de cristologia mais alta da dupla tradição."
  },
  {
   "n": 32,
   "loc": "O texto reconstruído",
   "texto": "Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, pois assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho [Mt: ninguém conhece o Filho senão o Pai, e ninguém conhece o Pai senão o Filho] e aquele a quem o Filho o quiser revelar."
  },
  {
   "n": 33,
   "loc": "O texto reconstruído",
   "texto": "Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os teus filhos como a galinha reúne a sua ninhada [Mt: os seus pintinhos] debaixo das asas, e não quisestes! Eis que a vossa casa vos é deixada [Mt acrescenta: deserta]. Eu vos digo: não me vereis [Mt acrescenta: de agora em diante] até que digais: “Bendito o que vem em nome do Senhor”."
  },
  {
   "n": 34,
   "loc": "O debate",
   "texto": "A teoria das duas fontes continua majoritária nos comentários e manuais, mas é uma hipótese de trabalho, não um fato. Três alternativas explicam a dupla tradição sem Q."
  },
  {
   "n": 35,
   "loc": "O debate",
   "texto": "A objeção de Farrer e Goodacre. Austin Farrer, em “On Dispensing with Q” (1955), propôs que Lucas conheceu Mateus. Mark Goodacre retomou a tese em The Case Against Q (2002), com três argumentos principais:"
  },
  {
   "n": 36,
   "loc": "O debate",
   "texto": "Concordâncias menores. Em passagens de Marcos, Mateus e Lucas às vezes concordam entre si contra Marcos. Na zombaria diante do Sinédrio, ambos têm “Quem é que te bateu?” (Mt 26,68; Lc 22,64), ausente de Mc 14,65. F. Neirynck catalogou essas concordâncias (1974)."
  },
  {
   "n": 37,
   "loc": "O debate",
   "texto": "Fadiga editorial. Quando Lucas segue Mateus num episódio, às vezes deixa escapar um detalhe que só faz sentido na versão de Mateus, sinal de dependência (Goodacre, 1998)."
  },
  {
   "n": 38,
   "loc": "O debate",
   "texto": "Economia. Uma explicação sem documento perdido é preferível, se der conta dos dados."
  },
  {
   "n": 39,
   "loc": "O debate",
   "texto": "Os defensores de Q respondem que Lucas teria desmontado sem motivo o Sermão da Montanha e ignorado os acréscimos de Mateus a Marcos, como a confissão de Pedro em Mt 16,17-19 (J. A. Fitzmyer, 1970). O debate segue aberto; a hipótese de Farrer ganhou terreno sobretudo no Reino Unido."
  },
  {
   "n": 40,
   "loc": "O debate",
   "texto": "Papias e o Mateus hebraico. Papias diz que “Mateus ordenou os lógia em língua hebraica, e cada um os interpretou como podia” (Eusébio, História eclesiástica III, 39, 16); Ireneu repete a notícia (Contra as heresias III, 1, 1). A leitura de Schleiermacher, que via aí uma coleção de ditos, foi o berço da hipótese de Q. Hoje a maioria entende que Papias fala do próprio Evangelho de Mateus, e não de Q; a relação entre esse Mateus semita e o Mateus grego continua discutida."
  },
  {
   "n": 41,
   "loc": "O debate",
   "texto": "Camadas e “comunidade de Q”. John S. Kloppenborg (1987) dividiu Q em três camadas: uma sapiencial (Q1), uma de juízo contra “esta geração” (Q2) e acréscimos tardios, como as tentações (Q3). Burton Mack (The Lost Gospel, 1993) foi além: a camada mais antiga revelaria um sábio de tipo cínico, sem messianismo nem ressurreição, venerado por uma “comunidade de Q”."
  },
  {
   "n": 42,
   "loc": "O debate",
   "texto": "Essas reconstruções empilham hipóteses sobre uma hipótese. Christopher Tuckett (1996) e Dale Allison (1997) mostraram que os ditos de sabedoria e os de juízo não se separam com essa nitidez. Os próprios textos de Q incluem o Filho do Homem que virá, a resposta messiânica a João (Q 7,22) e a relação única entre o Pai e o Filho (Q 10,22). A ausência de um relato da Paixão é um argumento do silêncio: o gênero “coleção de ditos” não narra, e Q pressupõe a rejeição e a morte dos enviados (Q 11,49-51; 13,34-35; 14,27)."
  },
  {
   "n": 43,
   "loc": "Q e a fé da Igreja",
   "texto": "A Igreja não se pronuncia sobre a existência de Q, e a hipótese, em si, não contradiz a fé. O próprio Lucas diz que “muitos empreenderam compor uma narração” antes dele (Lc 1,1), e o Concílio Vaticano II pressupõe fontes escritas anteriores aos Evangelhos."
  },
  {
   "n": 44,
   "loc": "Q e a fé da Igreja",
   "texto": "O que a Igreja ensina. A Dei Verbum afirma “sem hesitação” a historicidade dos quatro Evangelhos. Na mesma passagem descreve o trabalho dos evangelistas: “Os autores sagrados, porém, escreveram os quatro Evangelhos, escolhendo algumas coisas entre as muitas transmitidas por palavra ou por escrito” (Dei Verbum, 19)."
  },
  {
   "n": 45,
   "loc": "Q e a fé da Igreja",
   "texto": "O texto retoma a instrução Sancta Mater Ecclesia da Pontifícia Comissão Bíblica (21 de abril de 1964; AAS 56, 712-718). Ela distingue três etapas: o que Jesus fez e ensinou; a pregação dos Apóstolos depois da Páscoa; e a redação dos Evangelhos, em que os autores selecionaram, sintetizaram e explicaram o material recebido (texto e comentário em J. A. Fitzmyer). Q, se existiu, pertence à segunda etapa."
  },
  {
   "n": 46,
   "loc": "Q e a fé da Igreja",
   "texto": "Os decretos de 1912. Em 26 de junho de 1912, a Pontifícia Comissão Bíblica, então órgão de vigilância doutrinal, declarou que os exegetas não podiam defender livremente a chamada teoria das duas fontes. Em 1955, o secretário e o subsecretário da Comissão, A. Miller e A. Kleinhans, esclareceram que os estudiosos têm plena liberdade nos decretos que não tocam a fé e os costumes."
  },
  {
   "n": 47,
   "loc": "Q e a fé da Igreja",
   "texto": "Em 2003, o cardeal Joseph Ratzinger, presidente da Comissão, reconheceu que aquelas decisões haviam entrado demais em questões meramente históricas e alargado em excesso o campo das certezas que a fé pode garantir (Relação entre Magistério e exegetas)."
  },
  {
   "n": 48,
   "loc": "Q e a fé da Igreja",
   "texto": "Os exegetas católicos. Joseph A. Fitzmyer, SJ, Raymond E. Brown, SS, e John P. Meier adotam as duas fontes como a melhor hipótese de trabalho. Dom B. C. Butler, OSB, defendeu a prioridade de Mateus, e Dom Bernard Orchard, OSB, a hipótese de Griesbach. As duas posições são legítimas para um católico."
  },
  {
   "n": 49,
   "loc": "Q e a fé da Igreja",
   "texto": "O que a hipótese não autoriza. A inspiração e a canonicidade dizem respeito aos livros que a Igreja recebeu (Dei Verbum, 11), e não a fontes reconstruídas. Um texto de Q é uma reconstrução acadêmica, não Escritura. As leituras que usam Q para opor um Jesus “sábio” ao Cristo pascal dos Evangelhos vão além dos dados: o material atribuído a Q já fala do Filho, do Messias que há de vir e do juízo, e convive na Igreja primitiva com o querigma da morte e ressurreição (1Cor 15,3-5)."
  },
  {
   "n": 50,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "Novum Testamentum Graece, Nestle-Aland, 28.ª ed. Stuttgart: Deutsche Bibelgesellschaft, 2012."
  },
  {
   "n": 51,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "Eusébio de Cesareia, História eclesiástica III, 39 (fragmentos de Papias)."
  },
  {
   "n": 52,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "Ireneu de Lyon, Contra as heresias III, 1, 1."
  },
  {
   "n": 53,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "Orígenes, Sobre a oração 27, 7 (sobre epioúsios)."
  },
  {
   "n": 54,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "Agostinho, A concordância dos evangelistas I, 2, 3-4."
  },
  {
   "n": 55,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "É. Puech, Qumrân Grotte 4.XVIII: Textes hébreux (4Q521-4Q528, 4Q576-4Q579). Discoveries in the Judaean Desert XXV. Oxford: Clarendon, 1998."
  },
  {
   "n": 56,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "Pontifícia Comissão Bíblica, Sancta Mater Ecclesia, 21 abr. 1964. AAS 56 (1964) 712-718. Tradução e comentário em J. A. Fitzmyer, A Christological Catechism, apêndice."
  },
  {
   "n": 57,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "Concílio Vaticano II, Dei Verbum, 18 nov. 1965, n. 11 e 19."
  },
  {
   "n": 58,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "J. Ratzinger, Relationship between Magisterium and Exegetes. Pontifícia Comissão Bíblica, 2003."
  },
  {
   "n": 59,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "J. J. Griesbach, Commentatio qua Marci Evangelium totum e Matthaei et Lucae commentariis decerptum esse monstratur. Jena, 1789-1790."
  },
  {
   "n": 60,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "F. Schleiermacher, “Über die Zeugnisse des Papias von unsern beiden ersten Evangelien”, Theologische Studien und Kritiken 5 (1832) 735-768."
  },
  {
   "n": 61,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "C. H. Weisse, Die evangelische Geschichte kritisch und philosophisch bearbeitet. 2 vols. Leipzig: Breitkopf und Härtel, 1838."
  },
  {
   "n": 62,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "H. J. Holtzmann, Die synoptischen Evangelien: Ihr Ursprung und geschichtlicher Charakter. Leipzig: Engelmann, 1863."
  },
  {
   "n": 63,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "P. Wernle, Die synoptische Frage. Freiburg i. Br.: Mohr, 1899."
  },
  {
   "n": 64,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "B. H. Streeter, The Four Gospels: A Study of Origins. London: Macmillan, 1924."
  },
  {
   "n": 65,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "B. C. Butler, The Originality of St Matthew: A Critique of the Two-Document Hypothesis. Cambridge: Cambridge University Press, 1951."
  },
  {
   "n": 66,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "A. M. Farrer, “On Dispensing with Q”, em D. E. Nineham (org.), Studies in the Gospels: Essays in Memory of R. H. Lightfoot. Oxford: Blackwell, 1955, 55-88."
  },
  {
   "n": 67,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "V. Taylor, “The Original Order of Q”, em A. J. B. Higgins (org.), New Testament Essays: Studies in Memory of T. W. Manson. Manchester: Manchester University Press, 1959, 246-269."
  },
  {
   "n": 68,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "J. M. Robinson, “LOGOI SOPHON: Zur Gattung der Spruchquelle Q”, em E. Dinkler (org.), Zeit und Geschichte: Dankesgabe an Rudolf Bultmann. Tübingen: Mohr Siebeck, 1964."
  },
  {
   "n": 69,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "W. R. Farmer, The Synoptic Problem: A Critical Analysis. New York: Macmillan, 1964."
  },
  {
   "n": 70,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "J. A. Fitzmyer, “The Priority of Mark and the ‘Q’ Source in Luke”, em Jesus and Man’s Hope, vol. 1. Pittsburgh: Pittsburgh Theological Seminary, 1970, 131-170."
  },
  {
   "n": 71,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "F. Neirynck, The Minor Agreements of Matthew and Luke against Mark, with a Cumulative List. BETL 37. Leuven: Leuven University Press, 1974."
  },
  {
   "n": 72,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "F. Neirynck, “The Symbol Q (= Quelle)”, Ephemerides Theologicae Lovanienses 54 (1978) 119-125."
  },
  {
   "n": 73,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "J. A. Fitzmyer, The Gospel According to Luke I-IX. Anchor Bible 28. Garden City: Doubleday, 1981."
  },
  {
   "n": 74,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "J. S. Kloppenborg, The Formation of Q: Trajectories in Ancient Wisdom Collections. Philadelphia: Fortress, 1987."
  },
  {
   "n": 75,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "B. Orchard; H. Riley, The Order of the Synoptics: Why Three Synoptic Gospels? Macon: Mercer University Press, 1987."
  },
  {
   "n": 76,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "J. Wenham, Redating Matthew, Mark and Luke. London: Hodder & Stoughton, 1991."
  },
  {
   "n": 77,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "B. L. Mack, The Lost Gospel: The Book of Q and Christian Origins. San Francisco: HarperSanFrancisco, 1993."
  },
  {
   "n": 78,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "J. P. Meier, A Marginal Jew: Rethinking the Historical Jesus, vol. 2. New York: Doubleday, 1994."
  },
  {
   "n": 79,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "J. J. Collins, The Scepter and the Star: The Messiahs of the Dead Sea Scrolls and Other Ancient Literature. New York: Doubleday, 1995."
  },
  {
   "n": 80,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "C. M. Tuckett, Q and the History of Early Christianity. Edinburgh: T&T Clark, 1996."
  },
  {
   "n": 81,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "D. C. Allison, The Jesus Tradition in Q. Harrisburg: Trinity Press International, 1997."
  },
  {
   "n": 82,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "R. E. Brown, An Introduction to the New Testament. New York: Doubleday, 1997."
  },
  {
   "n": 83,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "M. Goodacre, “Fatigue in the Synoptics”, New Testament Studies 44 (1998) 45-58."
  },
  {
   "n": 84,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "J. M. Robinson; P. Hoffmann; J. S. Kloppenborg (orgs.), The Critical Edition of Q. Hermeneia Supplements. Minneapolis: Fortress; Leuven: Peeters, 2000."
  },
  {
   "n": 85,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "J. S. Kloppenborg, Excavating Q: The History and Setting of the Sayings Gospel. Minneapolis: Fortress, 2000."
  },
  {
   "n": 86,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "M. Goodacre, The Case Against Q: Studies in Markan Priority and the Synoptic Problem. Harrisburg: Trinity Press International, 2002."
  },
  {
   "n": 87,
   "loc": "Bibliografia",
   "texto": "P. Hoffmann, Die Logienquelle Q. Projeto Documenta Q, Universidade de Graz."
  }
 ]
}
